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Tema II - QUESTÕES DE DESENVOLVIMENTO NO MUNDO ACTUAL

2. - A gestão dos recursos e a defesa do ambiente

 

SUMÁRIOS

OBJECTIVOS

Apontamentos

 ( resumos )

Apresentação da unidade 2. Recursos naturais e defesa do ambiente (Tema II). A gestão dos recursos e a defesa do ambiente - um problema global.

Tomar consciência da importância da abordagem da temática do ambiente na sua estreita relação com as questões do desenvolvimento.

Aparentemente tudo parecia estar bem ... A capacidade inventiva do Homem tinha tornado possível contrariar as teorias mais pessimistas daqueles que previam que a produção não conseguiria acompanhar o ritmo das necessidades resultantes do crescimento da população humana. Até que, em meados do século passado, gradualmente, se começaram a conhecer os resultados mais nefastos desta produção industrial sem regras e sem limites: os rios e o mar estavam contaminados, os produtos agrícolas interiorizavam elementos prejudiciais à vida, as espécies estavam ameaçadas na sua diversidade, o ar estava poluído, enfim, toda a vida terrestre estava em eminente perigo.

O ambiente como um recurso para o desenvolvimento. A intervenção humana e a degradação do ambiente: os principais problemas.

Justificar a importância da preservação dos recursos e do equilíbrio natural como factor crucial para a sustentação do desenvolvimento (no presente e no futuro).

Mencionar os principais problemas e ameaças de carácter ambiental que afectam a vida terrestre.

No mundo actual, a ideia de «progresso» continua, para muitos, a ser confundida com o crescimento económico, desprezando deste modo aqueles que são considerados os benefícios gratuitos concedidos pela Natureza, tais como o ar fresco para respirar, a água pura para beber, solo fértil, chuvas regulares e um clima previsível sem o qual não nos poderíamos alimentar.

Apesar de tudo, as novas gerações começam a reconhecer que sem uma devida protecção e preservação destes benefícios naturais o verdadeiro desenvolvimento começa a ser posto em causa; mais tarde ou mais cedo, faltarão os «inputs» necessários para o próprio crescimento económico, ou simplesmente, para manter o equilíbrio da vida terrestre.

As ameaças têm hoje um alcance que abrange todos os elementos naturais; dos recursos esgotáveis aos recursos renováveis, todos parecem viver sob a ameaça da degradação ou destruição, tendo como causa comum um modelo de crescimento económico patrocinado pela humanidade.

Os problemas globais e regionais relativos à poluição atmosférica. (Gases de estufa e mudança climática. A depleção da camada de ozono. As chuvas ácidas.)

Referir os problemas e ameaças globais e regionais que afectam a Atmosfera.

Apontar as principais fontes poluidoras e os agentes poluidores da Atmosfera.

Descrever as consequências de cada uma das ameaças à Atmosfera, para a vida natural e para o Desenvolvimento em geral.

Os problemas que afectam a Atmosfera são: o aumento do efeito de estufa e as consequentes ameaças à estabilidade climática da Terra; a depleção da camada de ozono (ambos de carácter global); e as chuvas ácidas, problema de âmbito regional, que se restringe sobretudo aos países industrializados.

As fontes de poluição e os agentes poluidores (gases e poeiras) têm origem principalmente nas combustões de hidrocarbonetos desencadeadas pelos transportes, pela indústria, combustões domésticas, incêndios e queima de resíduos. As consequências vão desde a destruição de ecossistemas demarcados, como na acidificação de lagos ou morte de florestas com as chuvas ácidas até às ameaças globais como o aquecimento terrestre ou a eliminação da vida terrestre devido à destruição do ozono estratosférico.

A água no planeta. Os problemas relativos às águas interiores.

Descrever resumidamente a situação da água no planeta.

Reconhecer a água como um recurso vital para o Homem, para as suas actividades e para toda a vida terrestre.

Identificar os principais problemas e ameaças às águas interiores.

Apontar as principais fontes poluidoras e os agentes poluidores dos ambientes aquáticos interiores.

Mencionar as consequências dos efeitos da poluição e contaminação das águas interiores.

Dois problemas afectam as águas continentais (água doce): a desigual distribuição da água no planeta (principalmente a escassez em algumas regiões terrestres)  e a alteração da sua qualidade.

As fontes poluidoras estão uma vez mais associadas à actividade humana, a partir da actividade industrial, dos efluentes domésticos ou da actividade agrícola e pecuária, ou numa associação de todos os potenciais poluentes a partir da poluição difusa. Os elevados consumos em determinadas regiões (p.ex: nos litorais) vêm agravar estes problemas.

As consequências são de vária ordem, indo desde a escassez ou contaminação em determinadas áreas demarcadas, fenómenos como a eutrofização de lagos e pequenos cursos de água, até à possibilidade da total falta de água consumível em todo o planeta.

A poluição e degradação do mar.

Avaliar o papel do oceano como um grande regulador da vida na Terra.

Indicar as principais fontes poluidoras e os agentes poluidores dos oceanos.

Mencionar as consequências dos efeitos da poluição e contaminação das águas marinhas.

O oceano ocupa a maior parte da superfície terrestre e a sua dimensão gigantesca parece-nos, à partida, dar a ideia de recurso inatingível relativamente à sua destruição pela força poluidora do Homem. No entanto, o mar é o último depósito da maioria dos resíduos humanos; portanto, para além das ameaças directas, há que contar com toda a poluição que indirec-tamente afecta este recurso tão importante para a vida na Terra.

Directamente, as descargas de indústrias, de efluentes domésticos nos litorais, os derrames e as lavagens de embarcações carregadas com hidrocarbonetos e a deposição de resíduos tóxicos e radioactivos são as principais causas de degradação dos oceanos. A tudo isto temos de juntar as descargas indirectas através dos rios e a sobreexploração dos recursos marinhos como importantes modos de degradação da vida nos oceanos.

A desflorestação, a degradação do solo e a desertificação.

Identificar, por si só, cada uma das causas e consequências dos problemas identificados - desflorestação, degradação do solo e desertificação.

Relacionar as implicações da conjugação destes problemas em determinadas regiões mundiais.

O crescimento demográfico, a sedentarização e a agricultura são as primeiras causas da desflorestação. Hoje, soma-se-lhes a necessidade de criar novas áreas industriais, novas e largas vias de comunicação, a utilização progressiva e exagerada da madeira e de outros produtos florestais (principalmente, pela necessidade comercial dos PMD's). Se juntarmos as estas causas os incêndios e as chuvas ácidas, percebemos o ritmo actual de destruição florestal.

As consequências deste fenómeno revelam-se a todas as escalas, reflectindo-se com maior ou menor impacto no desequilíbrio ambiental global. As consequências podem ir desde a diminuição da oxigenação do ar atmosférico, a perda de um importante regulador climático ( a nível microclimático e com influências macroclimáticas), até à diminuição considerável da biodiversidade num dos ecossistemas mais ricos na variedade de espécies em todos os géneros animal e vegetal.

Como atrás se referiu, é nos PMD's que hoje este problema se agrava, e nos países mais pobres das regiões tropicais a falta da floresta acelera a degradação dos solos mais pobres. Esta degradação dos solos verifica-se pela influência de um alargado número de causas: a desflorestação, mas também a agricultura monocultural e intensiva que sobreexplora soles pobres, o pastoreio excessivo, a prática de uma irrigação descontrolada e inapropriada, as chuvas ácidas e a crescente impermeabilização das áreas habitadas e até não habitadas. Para finalizar este quadro de relações, convém não esquecer uma das consequências finais de todo este processo nestes países que ocupam a região tropical, ou seja, o avanço das terras estéreis e áridas - a desertificação.

A diminuição da biodiversidade. A explosão demográfica, a urbanização e o ambiente urbano. A questão dos resíduos.

Traduzir por palavras suas o conceito de biodiversidade.

Identificar cada uma das situações em que se verifica uma ameaça de redução de biodiversidade.

Descrever o quadro geral que resulta da redução da biodiversidade no planeta.

Apontar as consequências para o ambiente da explosão demográfica, especialmente no contexto actual de crescimento desmesurado e descontrolado da vida urbana.

Atribuir um papel de destaque, dentro dos problemas da urbanização, à produção e às soluções para a redução, reutilização e reciclagem dos resíduos.

Diversos problemas ambientais anteriormente referenciados acabam por ter como consequência a afectação da vida terrestre. Muitas das espécies, a sua diversidade genética ou os ecossistemas que as suportam estão hoje ameaçados ou mesmo em extinção. A poluição das águas, a desflorestação, a monocultura, a urbanização e a industrialização a explosão demográfica e os hábitos de consumo são causadores da perda de diversidade na vida terrestre.

A explosão demográfica é, acima de tudo, uma questão global, mas com fortes incidências em vários dos problemas de carácter ambiental. A pressão sobre os recursos intensifica-se, ora através do crescimento desmesurado que se verifica na maioria dos PMD's, quer pelo padrão consumista dos PD's, onde apesar de tudo o crescimento demográfico estagnou. Todos estes problemas mais se agravam nas cidades, que no mundo actual congregam mais de 50% da população mundial - a urbanização; As questões ambientais tomam proporções mais preocupantes nestes "espaços artificiais", ecologicamente não sustentáveis, acumulando, sobretudo, as grandes cidades problemas diversos, tais como: poluição atmosférica e sonora, efluentes domésticos e industriais e acumulação de resíduos.

Os Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), são mais um exemplo da desigualdade perante o tratamento das questões ambientais entre PD's e PMD's. Nos PD's as soluções vão sendo encontradas, nomeadamente, para os resíduos menos perigosos, incentivando as políticas de Redução, Reutilização e Reciclagem (RRR); o que ainda não acontece para os resíduos perigosos (tóxicos e radioactivos). Mas nos PMD's todas as soluções estão por encontrar ou, pelo menos, por aplicar e, por isso, a acumulação de "lixos" toma proporções alarmantes em torno das pequenas e grandes cidades do mundo em transição e menos desenvolvido.

O esgotamento dos recursos como limite ao crescimento. O problema do esgotamento dos recursos energéticos.

Avaliar a situação mundial decorrente do esgotamento de determinados recursos sobre a viabilidade do desenvolvimento.

Analisar especificamente a situação dos recursos energéticos na sua relação com as questões do desenvolvimento.

A capacidade de destruição humana ultrapassou em muitos casos a capacidade de auto-recuperação da Natureza. O crescimento acelerou em diferentes níveis: da população, da produção e do consumo, o que conduzirá inevitavelmente ao esgotamento dos recursos (principalmente, aqueles que são não renováveis). A Terra começa então a enfrentar a questão global da sua sobrevivência. Aproximamo-nos, a passos largos, dos limites para o uso das energias (derivadas de recursos esgotáveis), da água, do solo, das matérias-primas, sem os quais, qualquer que seja o modelo, o desenvolvimento começará a ser posto em causa.

Mas outros exemplos põem em causa o desenvolvimento:

- o esgotamento dos solos, a toxicidade do ar e da água;

- muitos recursos são finitos e outros têm um ritmo de recuperação natural inferior ao da sua exploração;

- os recursos primários estão seriamente ameaçados nos PMD's;

- os padrões de consumo dos PD's aceleram o esgotamento dos recursos;

- e, a tecnologia pode não ser a solução (ex: a energia nuclear).

A redefinição dos modelos de desenvolvimento: o desenvolvimento sustentável. A administração dos «bens comuns» (o Oceano, o Espaço e a Antártida).

Reconhecer o desenvolvimento sustentá-vel como uma  via de equilíbrio entre a preservação dos recursos e a continuidade do progresso humano.

Descrever as principais fragilidades dos «bens comuns».

Mencionar formas de gestão correcta dos «bens comuns».

Para que a sociedade caminhe no sentido do progresso em equilíbrio com o Ambiente é necessário uma redefinição dos modelos de desenvolvimento --> o DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.

O caminho para o Desenvolvimento Sustentável exige uma mudança, individual e colectiva, de comportamentos e uma (re)equação das acções a nível local/regional/nacional que deverão ser coordenadas a nível internacional, isto porque:

- existem problemas de carácter global (ex: as alterações climáticas);

- os PMD's apresentam limitações (técnicas e financeiras) para lidarem com a degradação ambiental;

- a escala nacional é inadequada para gerir os "bens comuns" (Oceano, Espaço e a Antárctida);

- a segurança ambiental deve ser reconhecida como parâmetro fundamental de cada país e da segurança mundial (problemas ambientais poderão gerar conflitos/tensões políticas mundiais --> a água).

Há, portanto, a necessidade de formular regras internacionais (protocolos) que possam prever penalizações (através do Direito Internacional) no caso de incumprimento dessas normas protocoladas (ex: Protocolo de Quioto).

Como construir um mundo globalmente desenvolvido e com um ambiente saudável?

Procurar encontrar respostas para a questão: Como construir um mundo globalmente desenvolvido e com um ambiente saudável?

(aula de debate - simulação de uma conferência sobre ambiente: "O futuro ambiental do planeta", com registo de conclusões feita pelos alunos)

O debate centrar-se-á em torno das seguintes questões:

- Deve-se continuar o ciclo do actual modelo de desenvolvimento?

- Ou reduzir o consumo e a produção, impondo limites ao crescimento económico, reduzindo os lucros?

- Ou deve-se tentar obter uma conciliação entre as necessidades de desenvolvimento e a preservação do ambiente?

As medidas que conduzem à sustentabilidade (a questão do cumprimento dessas medidas). Um novo paradigma para o século XXI.

Apontar algumas das medidas tomadas (e a desenvolver) no sentido da sustentabilidade.

Indicar as principais soluções para o Desenvolvimento Sustentável.

O que é necessário?  Urgente?  O que mudar?

A resposta a estas questões passa, designadamente por:

- reduzir o ritmo de utilização dos recursos (esgotáveis);

- promover a conservação das espécies vegetais e animais;

- ter atenção à qualidade dos "bens gratuitos" - ar e água;

- limitar (travar) o crescimento demográfico;

As soluções podem ter de ser implementadas em função de um dos dois cenários: - pela planificação de uma transição gradual; - ou esperando que os limites naturais acabem por impôr essa mudança.

AS GRANDES MEDIDAS QUE CONDUZEM À SUSTENTABILIDADE:

- prevenção: estudos de impacto ambiental; monitorização; tratamento; reciclagem; tecnologias limpas; ...

- recuperação de recursos: tratamento de efluentes; recuperação de solos; ...

- economia de energia: utilizando energias alternativas;

- educação ambiental --> novos valores e novas atitudes;

- controlar o crescimento demográfico;

mudar os padrões de consumo;

- cumprir (e fazer cumprir) as normas e os regulamentos internacionais sobre ambiente.

Síntese da unidade e revisões dos assuntos abordados.

 

 

 

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ã J.P. Guardado (prof. da ES Dr. Bernardino Machado - Fig. da Foz), actualizado em: 11-10-2004