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IDES  news

 

Painel de notícias do Mundo Actual - Desenvolvimento e Ambiente

 

 

 

 

Dezembro 2002

 

“Suécia quer 25 % de mulheres na Administração”

Fonte: Jornal “Diário as Beiras”

 

A vice-primeiro-ministro sueca Margareta Winberg, responsável pela igualdade entre os sexos, exige às empresas 25 % de mulheres nas suas administrações. Esta medida é para ser concretizada até 2004, data que a primeiro-ministro adopta como meta possível.

Nos últimos anos, a taxa de presença de mulheres nos departamentos administrativos subiu apenas 1 por cento.

Caso as empresas não cumpram a sua vontade, ser-lhes-á introduzido o sistema de quotas como penalização. 

resumo de:

Carina Duarte, nº1 12ºF

 

“Quando o CRUDE, está no mar dos outros”

Fonte: Paula Ferreira; “Diário de Notícias

 

O desastre provocado pelo petroleiro Prestige pôs a nu as incoerências das políticas ambientais. Custa a entender a satisfação das autoridades portuguesas a olharem para a maré negra circunscrita à costa galega. E os ventos continuam a nosso favor: empurram o fuel para norte. Alguém acredita que um navio afundado a 30 milhas de Portugal, com 70 toneladas de combustível, não nos irá afectar?

Já era altura de nestas questões de preservação do planeta, que dizem ser de todos, olharmos os problemas de forma global e não nos preocuparmos apenas em atirar os problemas para casa do vizinho. Ora foi isto precisamente que as autoridades espanholas fizeram, legitimadas pelo discurso da comissária europeia da Energia e Transportes. Por coincidência, queremos acreditar, é espanhola.

Loyola de Palacio disse coisas espantosas. Para justificar a atitude  de Madrid, mais não fez do que empurrar um navio quase partido em dois para águas portuguesas, a comissária explicou que o porto mais próximo se encontrava em Portugal. A comissária é espanhola, mas desconhece a Galiza... e a existência de um porto em Vigo.

Palacio representa a Europa, mas parece não conhecer o território europeu e as directivas comunitárias. Ou esqueceu que, tal como a costa galega, também grande parte da costa norte portuguesa, entre Caminha e Esposende, integra a Rede Natura. Ignorou, igualmente, que os estuários do Minho e Coura integram Zona de Protecção Especial, conferida pela EU.

A forma como as autoridades do país vizinho geriram o problema é no mínimo discutível. Se o navio tivesse sido rebocado para um porto galego, penalizando fortemente uma zona restrita, como defendiam vários especialistas galegos, tinha-se poupado uma imensa área cujos limites estão ainda por definir. É certo que seria uma decisão difícil, mas não são os políticos eleitos para tomar decisões?

O desastre ambiental, apesar de apenas ouvirmos falar de compensações para os pescadores, revela outra tragédia: os problemas só são avaliados depois de acontecerem. A prova está no pacote de medidas denominado “Erika”, proposto pela Comissão Europeia após o naufrágio do “Erika”, em dezembro de 1999, ao largo de Bretanha. Medidas propostas após forte opinião pública.

O problema é que até agora nada foi feito. Resta saber se depois de o crude ser retirado da costa galega, as autoridades vão esquecer, uma vez mais, a bomba relógio que constituiu o tráfego de materiais perigosos nos oceanos. E mesmo que não esqueçam, mais do que legislar é imperioso  fiscalizar, para impedir que navios sem condições continuem a ameaçar a saúde e a qualidade de vida de todos nós. 

resumo de:

Carina Oliveira; nº7; 12ºB

Retratar a pobreza pela demografia

Fonte: João Pedro Oliveira; Diário de Notícias, 03-12-2002

 

Os pobres são cada vez mais pobres e as suas hipóteses de desenvolvimento estão, mais que nunca, directamente relacionadas com a necessidade de controlo do crescimento da população. A conclusão, tão simples quanto exacta, retira-se do relatório Situação da População Mundial 2002, hoje tornado público pelo UNFPA, o Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP).

O documento, que toma por subtítulo População, Pobreza e Oportunidades, estabelece uma relação entre evolução demográfica e possibilidades de desenvolvimento. A tese apresentada é simples: a hipótese de estabelecer um combate eficaz à pobreza nos países em desenvolvimento passa pelo aproveitamento da chamada «oportunidade demográfica».

Em termos simples, o documento sustenta que, perante a possibilidade real de escolha, os pobres optam hoje por ter famílias menos numerosas que as gerações anteriores. Essa queda da fecundidade terá efeitos a nível do crescimento económico potencial no espaço de uma geração, por inverter na relação entre população activa e dependente. Esta oportunidade demográfica surge apenas uma vez e cessa quando as populações envelhecem e o número de dependentes idosos aumenta. Quando outras políticas sectoriais são favoráveis, sustenta-se, este «efeito população» pode permitir «progressos impressionantes». O exemplo chega do Brasil, onde se estima que a descida da taxa de fecundidade representou um crescimento económico de 0,7 por cento do PIB per capita ao ano.

Para lá deste alerta, o relatório defende o reconhecimento da multiplicidade de causas da pobreza e a complexidade da interacção que estabelecem entre si. Mortalidade, saúde reprodutiva, educação e discriminação sexual são os indicadores essenciais, sendo encarados, simultaneamente, como causas e consequências do fenómeno.

Apesar desta teia de factores, a mortalidade infantil e a esperança média de vida continuam a oferecer, por si, um retrato evidente das disparidades. Os cenários mais preocupantes continuam a ser os da África Austral e Oriental. Quadro negro onde Moçambique merece destaque: é o segundo país com menor esperança média de vida (37,3 anos os homens, 38,6 as mulheres), e o quarto com maior taxa de mortalidade infantil, com 128 mortes no primeiro ano de vida por cada mil nados-vivos.

 (recolhido pelo professor)

 

Maré negra poderá atingir águas portuguesas

Fonte: Público (06/12/2002)

 

Fuelóleo derramado pelo «Prestige» ao largo da Galiza poderá atingir a costa portuguesa hoje de manhã, uma vez que se encontra a cerca de 26 quilómetros de Portugal no princípio da noite de ontem. A informação foi avançada ontem pelo Instituto Hidrográfico Português, tendo em conta que os ventos (a soprar de norte) e a ondulação (de noroeste) estavam a empurrar uma mancha de combustível na direcção da costa. A eventual chegada de «fuel» à costa portuguesa deixou as autoridades de alerta, pelo que foram mobilizados três lanchas e um «ferry-boat» para criar uma barreira à propagação da mancha e recrutados meios humanos da Marinha, Exército e Protecção Civil.

Só os dados da meteorologia permitem alguma esperança: a partir de hoje e durante todo o dia de amanhã, o vento será quadrante nordeste, portanto da terra para mar, o que permitirá afastar as manchas se, antes, estas não acostarem, manchando definitivamente os areais. No entanto, amanhã, início da denominada «ponte da constituição» em Espanha três mil voluntários partem de várias zonas de Espanha rumo à Galiza para ajudar nas tarefas de limpeza.

resumo de:

Andreia Rocha; nº6; 12ºA

China tem um comboio que voa

Fonte: SIC online (05/12/2002)

 

A China pretende apresentar, com pompa e circunstância, por altura do Ano Novo, um comboio comercial que bateu o recorde mundial de velocidade: mais de 400 quilómetros por hora. O projecto, designado Maglev, resulta de uma cooperação com a Alemanha e custou mil milhões de euros. O Maglev vai ligar o aeroporto de Pudong, em Xangai, ao centro financeiro dessa cidade.

Enquanto que um táxi demora a percorrer a distância em causa (cerca de 30 quilómetros) em meia-hora, o Maglev vai levar apenas sete minutos a fazer o mesmo trajecto. A explicação é que este comboio flutua, mantendo-se alguns centímetros acima dos carris devido à poderosa acção de ímans. Como é um projecto muito caro, apenas a China não desistiu dele e vai levá-lo para a sua cidade mais rica e moderna. O preço por viagem deverá rondar os seis euros.

O Maglev supera, assim, outros comboios muito rápidos como o TGV francês, o alemão ICE e o japonês Shinkansen, que no máximo atingem cerca de 250 quilómetros por hora. A empresa que adquiriu o Maglev, a Xangai Maglev Transportation, diz que não pode adiantar a data precisa para a inauguração por causa dos ajustes finais. "O tempo não é a coisa mais importante. Temos que garantir cem por cento de segurança e qualidade", disse a porta-voz, Shi Qiong.

resumo de:

Marcos Nunes; nº6; 12º F

 

Entre a paz e a guerra

Fonte: Jornal A Capital (03/12/2002)

 

O Iraque, por força vê-se obrigado a fabricar armamento com grande potencial de destruição. Mesmo que não o faça, a administração norte-americana quer, a todo o custo, que assim seja, com o objectivo de provocar uma investida militar contra o regime de Saddam Hussein. O último caso tem a ver com o facto de aquele país ter procurado adquirir no estrangeiro alumínio que alegadamente seria utilizado para o fabrico de armas nucleares. O Iraque alegou que pretendia comprar tubos daquele metal para fabricar armas convencionais, mas para os norte-americanos, os iraquianos mentiram e o seu objectivo era, de facto, utilizar o dito em instrumentos capazes de matar de forma massiva. A administração de Georde W. Bush, apoiada pelo seu eterno e único aliado britânico, pretende à viva força utilizar as suas armas contra um país árabe, esquecendo que todos os restantes países árabes estão contra todas as intenções. Significa isto que há uma atitude desafiadora permanente não contra um estado, mas contra todo um povo e uma crença. Ou seja, os Estados Unidos querem criar, à viva força, um conflito, visto por muitos como uma forma de mandar nas reservas petrolíferas iraquianas, sem que os seus dirigentes se apercebam que estão a envolver todo o mundo árabe numa guerra que poderá dar origem a novas situações de violência contra o mundo ocidental.

Concluindo então que não será desta forma que o terrorismo se combate. Em vez da paz, a administração Bush quer comprar uma guerra de maiores dimensões.

 

resumo de:

Nelson Lourenço; nº7; 12ºF

 

Qualidade dos rios portugueses é preocupante

Fonte: Público (02/12/2002)

 

Relatório do Ministério do Ambiente

·        A falta de sistemas de tratamento das águas residuais é a principal carência detectada

 

A qualidade da água dos rios portugueses é “frequentemente preocupante”, aponta o relatório sobre o estado do Ambiente em 2001, da responsabilidade do Ministério do Ambiente.

Neste capítulo, a qualidade da água dos rios portugueses é tida como preocupante e como reflexos dos baixos níveis de população servida por sistemas de tratamento de águas residuais (esgotos).

No relatório lê-se “A percentagem de população servida por sistemas de tratamento de águas residuais 50 por cento em 2000, ainda está bastante longe da meta definida para 2006, que é de 90 por cento.

Isto significa que Portugal tem que aumentar em 40 por cento em seis anos, a população portuguesa com acesso a tratamento de esgotos.

O relatório também apresenta falhas à falta de tratamento de águas residuais: “ o aumento das concentrações de nitratos nos rios (um poluente ácido) deve-se em parte à descarga de águas residuais sem tratamento prévio e também ao facto dos fertilizantes com azoto serem os mais utilizados na agricultura.

A quantidade de resíduos industriais exportados para valorização ou eliminação manteve-se semelhante à do ano anterior, e a Espanha continua a ser o principal país destinatário, recebendo mais de 88 mil toneladas de resíduos das cerca de 100 mil que são anualmente exportadas.

 

resumo de:

Márcia Rocha; nº5; 12ºF

 

O desastre expande-se

Fonte: Henrique Botequilha; Revista Visão (05/12/2002)

 

As autoridades aprontaram-se para o pior na madrugada de 4 de Dezembro. A capacidade do litoral norte do País ser atingido pelo fuelóleo espalhado pelo Préstige tornava-se cada vez mais impressionante, à medida que as nódoas de fuelóleo se aproximavam – 26 quilómetros de afastamento da nosso fronteira com os ventos a impeli-las para sul.

Nas duas marés negras provocadas pelo petroleiro, cada uma seguiu o seu rumo. Quanto à primeiro o petroleiro ainda se deparava à superfície caminhava para a Galiza. Na totalidade, entre seis mil e nove mil toneladas de fuelóleo contaminaram toda a Costa da Morte e pôs as águas francesas em perigo. Na Segunda maré negra cerca de dez mil toneladas, espalhado no dia do naufrágio, a 9 de Novembro, percorreu à deriva no mar, durante duas semanas. Ninguém calculava onde ia parar.

Na Terça-feira, 10 de Dezembro, as localidades que se tinham livrado, por pouco, à primeira vaga de crude lançaram um SOS.

Os ventos mudaram e começaram a soprar de norte e de noroeste impelindo a grande nódoa de fuelóleo cada vez mais para sul. Assim foram atingidas as Rias Baixas e as Ilhas Atlânticas.

As autoridades portuguesas, vendo o perigo a menos de 30 quilómetros da sua fronteira, activam o nível três de prontidão. “Nunca descurámos, mesmo quando a área de maior risco estava longe, a possibilidade de as manchas chegarem a Portugal”, garante Augusto Ezequiel, director do Instituto Hidrográfico.

 

resumo de:

Ana Luísa Cardoso  nº 3; 12ºE

 

FOME AMEAÇA 13 MILHÕES DE AFRICANOS

Fonte: www.sapo.pt (Dez./2002)

 

A FAO apela aos países doadores para a necessidade de mais de 500 milhões de dólares para uma ajuda alimentar a 21 países africanos, considerando que esta ajuda deve ser aplicada a partir de Abril de 2003. Esta organização considera que caso não se verifique esta dádiva poderá verificar-se uma catástrofe e uma crise alimentar.

Em comunicado, a FAO explica que "a situação alimentar na África Austral é extremamente preocupante". A FAO recorda ainda que a situação no Zimbabwe, metade da população precisará de uma ajuda, na sequência da reforma agrária, que está a ser levada a cabo pelo executivo de Robert Mugabe.

Para além do Zimbabwe, mais 20 países precisam de ajuda: Angola, o Burundi, a Eritréia, a Etiópia, a Guiné, o Quénia, o Lesoto, a Libéria, o Malawi, a Mauritânia, Moçambique, o Uganda, a república Democrática do Congo, (ex-Zaire), a República do Congo, a Serra Leoa, a Somália, o Sudão, a Suazilândia, a Tanzânia e a Zâmbia.

 

resumo de:

Ana Lara Pedrosa Luís, nº2; 12ºE

 

Turquia garante que conversações sobre adesão à EU se iniciam em 2004

Fonte: Público (15/12/2002)

 

A cimeira europeia de Copenhaga decidiu avaliar os progressos da Turquia em Dezembro de 2004 antes das eventuais negociações de adesão, mas o actual primeiro-ministro da Turquia, Abdullah Gull, afirmou no dia 14 deste mês em Ancara que a Turquia deve iniciar nessa data as discussões para a integração na União Europeia (EU).

“Durante muito tempo, e em todo o lado, na Turquia como na Europa e no mundo, falou-se de “uma data para uma data”, recordou Gull numa entrevista à cadeia de televisão CNN-Turk. “Mas nós colocámos muito alto os nossos níveis de expectativas para antecipar um horizonte previsto para 2008”, acrescentou. Gull confessou  o desejo de obter “uma data mais próxima” e além disso, manifestou a “certeza” sobre o início das discussões na data fixada na capital dinamarquesa.

Na história cimeira de Copenhaga, que aprovou o alargamento da EU a mais dez países em Maio de 2004, foi decidido que caso a Turquia prove até Dezembro de 2004 que é um país democrático “a EU iniciará sem atrasos negociações de adesão com este país”. Mas na noite de sexta-feira, o primeiro-ministro dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, considerou que a declaração final da cimeira não representa uma “garantia” para a futura adesão da Turquia.

Caso se concretize dentro de dois anos o eventual início das negociações, o processo já não deverá ser conduzido pelo actual chefe do Executivo, porque o Parlamento turco aprovou uma série de emendas à Constituição que permitirão ao chefe do Partido da Justiça e do Desenvolvimento(AKP, pós-islamistas conservadores), Recep Tayyip Erdogan ser eleito para o Parlamento e tornar-se de seguida primeiro-ministro.

Dos 461 deputados que participaram na votação, 440 aprovaram as emendas e apenas 18 votaram contra. O AKP garantiu a maioria absoluta nas legislativas turcas de 3 de Novembro, e no Parlamento apenas se confronta com a oposição do Partido Republicano do Povo (CHP, centro-esquerda laica).

Erdogan foi impedido de concorrer a deputado (condição essencial para ser designado primeiro-ministro) devido a uma condenação em 1998 por “incitamento ao ódio religioso”. O chefe do AKP deverá concorrer a um escrutínio legislativo parcial marcado para Fevereiro ou Março de 2003, e posteriormente esse chefe será eleito para deputado.

 

resumo de:

Patrícia Pucarinho, nº10; 12ºF

Japão e EUA na frente

Fonte: Expresso(Emprego) (07/12/2002)

 

Os custos laborais existentes no espaço da U.E são bastantes menores que os verificados nos EUA e no Japão.

“Com os custos do emprego relativamente baixos, na U.E pode ser atractiva para as empresas multinacionais. O investimento estrangeiro, sobretudo vindo dos EUA, necessário para reduzir as elevadas  taxas de desemprego na  União Europeia”, defende David Formosa , um dos responsáveis pela Mercer Human Resource Consulting na Europa.

Em média, a soma do salário com as contribuições para os sistemas de Segurança Social e com benefícios oferecidos aos trabalhadores é 35% mais baixa na U.E do que nos EUA(47483 euros). Só a França e a Bélgica apresentam resultados  equivalentes aos dos EUA.

Quando a comparação é feita com os valores praticados no Japão, a diferença é ainda mais notória, pois os pagamentos feitos pelas empresas japoneses são superiores em mais de 60% em relação aos das empresas europeias.

Em relação a estas duas potências económicas mundiais (Japão e EUA), a diferença está sobretudo nos salários pagos e nos benefícios oferecidos, uma vez que, em termos de contribuições para a segurança social, norte-americanos e japoneses estão bastante abaixo de média europeia,  descontando apenas 10% por ano.

Devido à diminuição do ritmo de crescimento económico, muitas empresas norte-americanas que oferecem prémios de produtividade, têm reduzido nos últimos meses essas ofertas.

Porém, os gastos com benefícios  não-salariais têm subido constantemente nos EUA, sendo um factor de  fidelização dos trabalhadores à sua empresa ou grupo económico.

 

resumo de:

Nelson Baptista, nº8; 12ºF

Maré negra  -  Portugal contrata plataforma a Osno

Fonte: Jornal de Notícias (09/12/2002)

 

O Governo português não ficou à espera de mais decisões de Bruxelas, nem das operações de limpeza a cargo das autoridades espanholas e decidiu agir por sua conta. Temendo que o rompimento dos tanques submersos possa provocar novos derrames de fueóleo, Portugal assinou na semana passada, um acordo com a Noruega para que chegue ao local de afundamento do “Prestige” uma plataforma de remoção de crude.

A estrutura deverá chegar ao local do naufrágio ainda esta semana, começando a trabalhar assim que as condições do mar o permitirem.

O objectivo desta operação consiste em sugar o máximo de combustível e eliminar os danos causados por futuros derrames.

Embora o petroleiro se tenha afundado a mais de 250 quilómetros da costa portuguesa, o ministro do Estado e da Defesa, Dr. Paulo Portas, realça que se trata de “um foco potencialmente perigoso” devendo ser controlado de perto.

O valor do contrato apenas será divulgado quando a plataforma chegar. Os custos serão partilhados pela União Europeia.

Esta disponibilizou fundos para os países atingidos. Embora a Espanha tenha sido o mais afectado, Portugal está a defender-se e pedirá ajuda para que não venha a sofrer, em demasia, com o afundamento do “Prestige”.

 

resumo de:

Cátia Gonçalves,10; 12ºA

 

Janeiro 2003

 

EUA elaborou plano para um Iraque pós-guerra

Fonte: Paulo Ribeiro;Público (07/01/2003)

 

Com o seu dispositivo militar cada vez mais reforçado à volta do Iraque, o governo Norte-Americano está a concluir planos para uma ocupação do território Iraquiano no período seguinte a uma eventual guerra que afaste do poder Saddam Hussein.

Este projecto prevê o maior empenho Americano num país desde as ocupações da Alemanha e do Japão depois da II Guerra Mundial, mas com moldes diferentes: os planos prevêem uma ocupação militar necessária para evitar uma guerra civil entre os vários grupos étnicos e políticos do Iraque. Sendo necessária a manutenção de uma força americana durante 18 meses. O governo do país seria assegurado por um administrador civil (eventualmente nomeado pelas Nações Unidas), uma solução idêntica à do Kosovo e Timor-leste, esta é uma questão polémica uma vez que alguns elementos da Casa Branca preferiam um governo provisório formado por iraquianos no exílio.

De forma a evitar a desagregação da sociedade Iraquiana, só os “homens chave” de Saddam serão julgados.

Não está para já decidido como serão geridos os campos de petróleo, embora, seja uma certeza que será o petróleo a pagar pela reconstrução do país, não é claro como a sua comercialização será feita.

resumo de:

Fábio Monteiro, nº13, 12ºB

A gasolina mais barata que a água

Fonte: Leonídio Paulo Ferreira;Diário de Notícias (12/01/2003)

 

Com o seu dispositivo militar cada vez mais reforçado à volta do Iraque, o governo Norte-Americano está a concluir planos para uma ocupação do território Iraquiano no período seguinte a uma eventual guerra que afaste do poder Saddam Hussein.

Este projecto prevê o maior empenho Americano num país desde as ocupações da Alemanha e do Japão depois da II Guerra Mundial, mas com moldes diferentes: os planos prevêem uma ocupação militar necessária para evitar uma guerra civil entre os vários grupos étnicos e políticos do Iraque. Sendo necessária a manutenção de uma força americana durante 18 meses. O governo do país seria assegurado por um administrador civil (eventualmente nomeado pelas Nações Unidas), uma solução idêntica à do Kosovo e Timor-leste, esta é uma questão polémica uma vez que alguns elementos da Casa Branca preferiam um governo provisório formado por iraquianos no exílio.

De forma a evitar a desagregação da sociedade Iraquiana, só os “homens chave” de Saddam serão julgados.

Não está para já decidido como serão geridos os campos de petróleo, embora, seja uma certeza que será o petróleo a pagar pela reconstrução do país, não é claro como a sua comercialização será feita.

resumo de:

José António Manata, nº12, 12ºA

Saddam diz estar pronto para a guerra

Fonte: Argemiro Ferreira;Jornal de Notícias (07/01/2003)

 

    O presidente iraquiano acusou os inspectores da ONU de espionagem, enquanto Washington, segundo o jornal ”New York Times”, começou já a elaborar planos para administrar o Iraque do pós-Saddam Hussein.

Por ocasião do 82ºaniversário do exército iraquiano, Saddam afirmou no seu discurso, que os peritos encarregues de averiguar se o Iraque possui armas de distribuição maciça estão a fazer um “puro trabalho de espionagem “.

Neste momento, e de acordo com o que diz o chefe de estado, que as equipas de inspecção estão a recolher nomes e a elaborar listas de cientistas iraquianos, a fazer perguntas a funcionários, com objectivos inconfessados, e a interessarem-se por questões do exército e de armamento não – proibido.

Tudo isto, ou pelo menos uma grande parte disto, constituiu um trabalho de espionagem, lembrando as acusações formuladas pelo Iraque contra peritos da antiga missão da ONU, UNSCOM, que se retirou em 1998 da região.

Os inspectores ocupam-se com estas actividades “em vez de  procurarem as pretensas armas de destruição maciça e as mentiras propagadas por quem se esforça, em vão, por enganar a opinião publica “, afirmou Saddam Hussein, aludindo a Washington e Londres.

O Chefe de estado iraquiano lança um desafio, afirmando que o seu país está pronto para um eventual confronto com os estados unidos e que sairá vencedor, onde diz o seguinte:” Saibam que vocês são os vencedores agora, e que o serão no confronto final, apesar da histeria do inimigo”,disse, dirigindo-se às Forças Armadas. Segundo Hussein, os EUA não pretendem unicamente atacar o Iraque, mas controlar o Golfo e os seus recursos petrolíferos.

O jornal ”New York Times” revelou que a Casa Branca está a ultimar planos para administrar o Iraque após a destituição de Hussein, o que implicaria o destacamento do Exército norte-americano no país durante pelo menos 18 meses.

    O projecto de governar o Iraque, através de um administrador civil que talvez seja nomeado pela ONU, faria com que os campos petrolíferos fossem rapidamente activados para financiar a reconstrução, segundo o jornal, que cita responsáveis na segurança norte-americana.

resumo de:

Sílvia Silva, nº11, 12º F

 

Portugal importou 87% de energia

Fonte: Jornal de Notícias” (Jan./2003)

 

    Portugal importou 87% da energia que consumiu em 2000, de acordo com a análise das políticas energéticas feita pela Agência Internacional de Energia (AIE) aos seus Estados- membros, agora divulgada em livro.

O total da oferta de energia primária  cresceu 43,4% em relação a 1990 e situou-se em 24,61 milhões de toneladas equivalentes a petróleo (MTEP).

A força deste crescimento não impediu que a oferta “per capita”, que é de 2,46 toneladas equivalentes de petróleo (TEP), continuasse a baixo da média dos Estados membros da OCDE (3,39) e da AIE (5,15), o que compara com as 3,13 de Espanha, as 2,64 da Grécia e as 3,86 da Irlanda.

O petróleo continua a dominar a oferta, com uma quota de 63,2%, seguido pelo carvão (15,5%) e gás natural, cuja quota, em crescimento desde que foi introduzido em 1997 substituindo em parte o petróleo na produção de electricidade, já está em 8,3%.

O consumo final foi de 19,51 MTEP, mais 45,4% que em 1990, o que representa que as perdas totais foram de 5,16 MTEP.

resumo de:

Sílvia Oliveira, nº12, 12ºF

Clone humano é o primeiro de uma nova espécie - o ser imperfeito

Fonte: Francisco Gonçalves; “Correio da Manhã (29/12/2002)

        

O anúncio do nascimento da primeira bebé clonada, divulgado nos EUA com pompa e circunstância, gerou um coro de críticas que não pára de crescer. Mas o que perturba na notícia, tanto ou mais do que a própria clonagem da bebé – adequadamente baptizada de Eva – é o facto de os seus criadores serem membros de uma seita designada por Movimento Raeliano que, nas palavras do seu fundador Claude Vorilhon, denominado actualmente por Rael, considera a clonagem “um primeiro passo no sentido da imortalidade humana". No entanto, ao que se sabe da clonagem, Eva, longe de ser um aperfeiçoamento da espécie, poderá não ser mais que uma “aberração”, como defendem muitos cientistas, incluindo os “pais” da célebre ovelha Dolly. Estaremos então perante o real ser imperfeito?

As primeiras reacções políticas ao anúncio, veiculadas por líderes como George W. Bush ou Jacques Chirac – presidentes dos EUA e França, respectivamente -, foram de condenação e apelo à proibição da investigação na área da clonagem humana. Chirac enviou uma proposta de proibição elaborada por França e Alemanha à ONU. Já o seu homólogo norte-americano quer ver banida dos EUA a investigação em clonagem na sua vertente reprodutiva ( aquela que visa criar um novo ser a partir de uma célula inicial da pessoa a “copiar”) e terapêutica ( procura-se criar tecidos ou órgãos, úteis para tratar doenças ou para transplantes). É de salientar a existência de um relativo consenso não só na classe política mas também nos meios científicos no que toca à clonagem reprodutiva; já o mesmo não acontece com a clonagem terapêutica.

A primeira técnica é considerada “arriscada e inútil” por cientistas como Renato Dulbecco, prémio Nobel da Medicina. Outros condenam-na por razões de segurança, pois Eva é um passo radical dado sem garantias de um futuro seguro para o novo ser. A clonagem é, de facto, um procedimento demasiado recente e as clonagens até agora realizadas com animais (caso da famosa ovelha Dolly), indicam que os novos seres correm sérios riscos de nascer com deformidades e ser afectados por doenças várias. 

resumo de:

Fabrício Mota, nº5, 12ºE

Venezuela efervescente

Fonte: Catarina van der Kellen, http://www.sic.pt (13/01/2003)

   

 As tropas venezuelanas tentaram ontem (12/01/2003) controlar uma manifesta- ção de milhares de pessoas que se dirigiam a uma base militar da capital. No 42º dia de greve geral, o Presidente Chávez ameaçou, entretanto, prender os professores que paralisarem as escolas, tomar conta dos bancos que permanece- rem fechados e revogar as licenças das estações de televisão e rádio oficiais, que acusa de encorajar a oposição.

manifestantes

 Exército tenta controlar marcha da oposição em Caracas.

 Chávez acusa as estações públicas de abusarem do poder, ao passarem constantemente publicidade de campanha grevista.

"Eles são pior que uma bomba atómica. Se continuarem a usar as licenças para tentar quebrar o país ou depor o Governo, serei obrigado a revogá-las", afirmou Chávez.

Ontem, milhares de manifestantes da oposição saíram às ruas numa marcha em direcção à base de Fort Tiuna, em Caracas.

As tropas lançaram gás lacrimogéneo e balas de borracha para tentar dispersar a multidão, que insultava os militares, chamando-os de "cobardes".

Um jornalista do El Mundo chegou mesmo a ser ferido por uma bala de borracha, enquanto 18 pessoas foram hospitalizadas, com problemas respiratórios.

O Governo acusa a oposição de fomentar a violência, mas os detractores de Chávez acusam-no de reunir demasiado poder, pelo que reivindicam a sua deposição e a realização de eleições.

Ex-líder de um golpe de Estado, Chávez foi há quatro anos democraticamente eleito com uma larga maioria, prometendo combater a pobreza e a corrupção.

Muitos dos manifestantes acusam, no entanto, o Presidente de não cumprir as promessas, governar como um ditador e de incentivar ao ódio e à violência. Ainda assim, Chávez reúne o apoio da população mais pobre.

resumo de:

José Miguel Pereira, nº8, 12ºE

Índia, China e Vietname aumentam

exportações para a Europa

Fonte: Público (14/01/2003)

 

    

O calçado da países extracomunitários, como a China, Índia e Macau, está a ganhar quota na Europa à custa de preços cada vez mais baixos. Nos primeiros oito meses de 2002, as importações de calçado provenientes de países extracomunitários aumentaram 7,5 por cento, para 813 milhões de pares, tendo o preço médio caído 4,3 por cento, para 7,9  euros. De acordo com dados divulgados no jornal da APICCAPS as exportações da China para a Europa aumentaram 9,9 por cento, para 293 milhões de pares, as da Índia 14 por cento, para 25 milhões, as do Vietname 12 por cento, para 173 milhões.

As importações totais de calçado na EU estancaram no período de análise. Por sua vez, as exportações dos Quinze para fora da Europa caíram 6,9 por cento, para 167 milhões de pares, e o preço médio aumentou 3,7 por cento, para 23,9 euros, valor bem acima do preço do calçado importado. 

resumo de:

Vera Rodrigues, nº14, 12ºF

Defesa contra o frio

Fonte: www.rtp.pt (Jan./2003)

 

 

    Esta criança-operária de Calcutá tenta escapar à sorte de 200 pessoas da sua cidade, que já morreram devido à vaga de frio. Mas não tem um tecto nem uma roupa adequada para se defender e apenas pode contar com o calor que vem das panelas de um restaurante à beira da estrada.

Resolvi seleccionar esta notícia, porque devido às desigualdades socioeconómicas a vaga de frio que se faz sentir por todo o mundo, transformou-se numa ameaça para países do terceiro mundo. Podendo e devendo estes acontecimentos servir para se prevenirem e evitarem situações semelhantes no nosso país.

resumo de:

Susana Graça, nº13, 12ºF

Política monetária europeia e economia portuguesa

Fonte: Elizabete Cardoso, o Figueirense(03/01/2003)

      

Quarta-feira, 11 de Dezembro, foi a data escolhida para o último dos Debates da Nova em 2002. O tema do evento era Política Monetária Europeia e a Economia portuguesa e o orador era o ilustre Governador do Banco de Portugal, o Professor Vítor Constâncio. Numa altura em que a política monetária deixou de estar ao alcance das autoridades nacionais, enquanto instrumento de política macroeconómica, é imperativo compreender até que ponto é que isso influencia a evolução da economia portuguesa. O prestigiado economista, Vítor Constâncio, considera que existem demasiadas pessoas a verem esta crise como terminal, e que importa inverter a tendência imprimindo nos portugueses a necessidade de não extrapolar o sentido de crise para questões estruturais. É que esta crise não existe só em Portugal; é uma crise global a que poucos países e sectores escapam, e cujo combate passa, não por lamentações, mas por acções. A extrapolação, é perigosa: a imagem de Portugal que passa para o exterior é que o país esta terrivelmente mal como resultado das exigências europeias. Acontece que esta situação actual não é só fruto do défice público, mas também da disparidade entre a procura interna e a capacidade de resposta da oferta. Vítor Constâncio afirma, por isso, que “O projecto da União Económica e Monetária não esta a esboroar-se”, ao contrário do que afirmam os cépticos. Assim, não é no Pacto de Estabilidade e Crescimento que residem as dificuldades portuguesas; é nas frentes económicas internas. É no dinamismo económico, na capacidade de trabalho, no acesso à informação e no optimismo que temos que evoluir para ultrapassar o ano 2003, que se afigura difícil.

resumo de:

Mariana Mariano, nº14, 12ºA

Inspectadores da ONU pedem mais seis meses

para cumprir missão no Iraque

Fonte: Joana Amado, Público (14/01/2003)

      

No próximo dia 27, o Conselho de Segurança faz o primeiro balanço do seu trabalho, mas a guerra ainda não tem data marcada.

Os inspectores da ONU continuam a verificar no terreno se o Iraque possui ou não armas de destruição maciça no entanto eles necessitarão de mais 6 meses para terminarem esta missão.

Segundo Baradei, esta pesquisa irá continuar após a data marcada, afirmando que os inspectores ainda precisam de alguns meses para terminar a missão. No mínimo 6 meses no máximo 1 ano. O dia 27 de Janeiro, disse o director da A.I.E.A «não constitui uma data final mas sim uma etapa na via do desarmamento do Iraque».

«Claro que o dia 27 de Janeiro é importante», disse Blair, mas «é preciso deixar os inspectores cumprirem a sua tarefa.» Se e quando ficar provado que o regime  de Saddam Hussein não está a cumprir a resolução 1441 da ONU sobre o desarmamento do Iraque, Blair está convencido de que as Nações Unidas irão certamente avançar com uma nova resolução.

O presidente Francês Jacques Chirac, e o Chanceler alemão, Gerhard Schroeder, reuniram-se em Paris para acertarem uma estratégia conjunta sobre o Iraque. 

Tanto a Alemanha como a França afirmam que «tudo farão» para evitar  a guerra. Contudo, o ministro dos negócios estrangeiros francês, afirmou que Bagdad tem que deixar a ONU comprovar o seu «bom» desarmamento, se quer evitar uma guerra. 

resumo de:

Sandra Brás, nº17, 12ºA

Eixo Franco-Alemão

Fonte: Expresso (18/01/2003)

      

Para assinalar os 40 anos do tratado do Eliseu, que consagrou o papel do eixo Franco-Alemão na construção europeia, França e Alemanha apresenta uma proposta controversa que atribuiu a liderança política da U.E  a dois presidentes.

            Se a proposta Franco-Alemã sobre a reforma das instituições da União Europeia, acordada entre Jacques Chirac e Gerhard Schroeder, já fizesse parte da rotina do funcionamento dos Quinze, George W. Bush saberia certamente como discutir com os seus aliados na Europa, da forma mais eficaz, a hipótese de uma guerra no Iraque: telefonava para o presidente do Conselho Europeu.

            Mas este cenário ainda está longe da realidade, e a proposta conjunta do presidente Francês e do chanceler Alemão deixa muitas dúvidas, não reunindo de maneira nenhuma o consenso entre os Quinze. No fundo, trata-se de uma jogada de antecipação dos dois países que têm conduzido os destinos da União Europeia, de modo a influenciar os debates da primeira sessão plenária da Convenção sobre o futuro da Europa que vai discutir a reforma das instituições. E é também uma verdadeira tentativa, na boa tradição comunitária, para conciliar duas posição aparentemente inconciliável. De facto, as teses federalistas da Alemanha têm apontado para o reforço dos poderes da Comissão Europeia, para as vantagens das presidências rotativas de seis meses e do método comunitário na condução dos destinos da U.E. o que agrada aos pequenos Estados-menbros como Portugal. A França, pelo contrário, tem defendido a liderança do Conselho Europeu, as virtudes do método intergovernamental e os interesses dos grandes Estados-membros.

            No documento sobre a nova arquitectura institucional da União, os dois países sublinham que pretendem “uma reforma das instituições que responda a três exigências: clareza, legitimidade e eficácia”. Para  isso, o reforço do triângulo institucional (Conselho de Ministros, Comissão e Parlamento), preservando o seu equilíbrio, e uma reforma fundamental da representação externa da União, (são necessários na futura constituição Europeia).

Os grandes Estados-membros da EU estão claramente de acordo quanto ao rumo que a reforma das instituições comunitárias deve seguir a julgar pelas primeiras reacções de apoio da Espanha, do Reino Unido e da Itália à proposta franco-alemã. 

resumo de:

Ricardo Ramos, nº9, 12ºE

Saddam prepara povo Iraquiano para a guerra

Fonte: Público (Jan./2003)

      

O presidente iraquiano, Saddam Hussein, afirmou que o seu pais está determinado em “levar os Estados Unidos ao suicídio” se Washington atacar o Iraque. Os “ novos mongóis” ficarão às portas de Bagdad, disse Saddam, sem mencionar a descoberta, de ogivas nucleares vazias em instalações iraquianos.

Entretanto a Arábia Saudita está a pressionar os generais iraquianos para os convencer a levarem a cabo um golpe de Estado contra Saddam Hussein.

Riad acredita que uma guerra no Iraque irá atirar para o caos a região, que mergulhará numa guerra civil entre as diferentes etnias da zona e que irá assistir a incursões militares turcas e iranianas em território iraquiano.

Querendo evitar este cenário, os sauditas consideram que um golpe de estado iria oferecer mais hipóteses de manutenção da ordem e de preservação das instituições estatais do que em casa de uma guerra destruidora.

Os inspectores das Nações Unidas descobriram no Iraque ogivas química vazias durante uma visita a um armazém. O regime iraquiano garantiu estar disposto a responder a todas as questões da ONU, apesar de considerar que as inspecções em curso não são “profissionais” .

Por seu lado, os Estados Unidos preparam-se cada vez mais para a guerra.  Porém, se os EUA se preparam para a guerra, a Europa tem dúvidas. O ministro da Defesa alemão declarou-se contra a guerra, afirmando que um voto positivo da Alemanha na Conselho de Segurança da ONU em favor de uma intervenção militar no Iraque já não é imaginável. O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Martins da Cruz, afirmou  que a descoberta de ogivas químicas no Iraque não significa que o conflito esteja iminente reafirmando que Portugal ainda não recebeu qualquer pedido formal dos Estados Unidos para a utilização da base das Lajes, ao abrigo do acordo de cooperação e defesa assinado pelos dois países em 1995.  

resumo de:

Cátia Neves, nº15, 12ºF

EUA prontos a assumir sozinhos

a responsabilidade da guerra

Fonte: Thomas Coex / AFP; Público (19/01/2003)

      

Colin Powell, o chefe da diplomacia norte-americana garante que os EUA estão prontos a assumir sozinhos ou com outras países que pensam o mesmo que eles, a responsabilidade de uma guerra contra o Iraque.

Durante uma entrevista dada aos jornalistas dos cinco países pertencentes ao Conselho de Segurança da ONU, o secretário de Estado norte-americano afirmou que ainda não foi dada ordem para se desencadear uma guerra.

O presidente George W. Bush considera que a comunidade internacional deve agir, para desarmar o Iraque pela força, caso isso não se verifique os EUA pretendem assumir sozinhos a responsabilidade da guerra juntamente com outros países que sejam seus aliados.

Tanto a França como a Rússia têm certas dúvidas em relação a uma intervenção armada contra o Iraque. O presidente Francês Jacques Chirac, voltou a afirmar que o seu país não apoiará nenhuma acção contra o regime Iraquiano.

Até final do mês de Janeiro a equipa de inspectores da ONU irá apresentar ao Conselho de Segurança os resultados das inspecções e a avaliação final, confiante estão os EUA de que os resultados provarão que o Iraque não estava a cooperar com os inspectores da ONU, isto é, será que o Iraque possui armas de destruição maciça?

resumo de:

Liliana Graça, nº18, 12ºF

EUA prontos a assumir sozinhos

a responsabilidade da guerra

Fonte: Thomas Coex / AFP; Público (19/01/2003)

      

Dificuldades orçamentais impedem que organismos de solidariedade consigam equiparar salários de trabalhadores aos da função Pública.

O ainda presidente da União das Instituições Particulares de Solidariedade Social (UIPSS) prometeu, em Fátima, fiscalizar o compromisso do governo de aumento das dotações para a acção social, garantidos num acordo global para a legislatura.

No Orçamento de Estado deste ano, o Ministério da Segurança Social e do Trabalho conseguiu um aumento de 3,5 % para a acção social, acima da inflação, sendo que, até ao final da legislatura, as verbas deverão atingir um valor acumulado de 12 %.

Dessa verba, 2,75 % caberão às IPSS ,ficando o restante a ser gerido por outras instituições privadas, estatais ou empresariais, explicou José Maia, que reclama ainda um relatório do Governo para avaliar onde as verbas estão a ser gastas.

Três problemas urgentes

 No Congresso da União, que hoje termina em Fátima e que marcará o abandono do padre Maia, o ainda presidente deixou recados às políticas do Governo. “Portugal tem três problemas urgentes que não cabem no Orçamento de Estado deste ano: os idosos, os imigrantes e os desempregados”, avisou, sublinhando: “Alguém tem de ir ao Orçamento de Estado e pôr os pobres à mesa do Orçamento. O ministro Bagão Félix terá de utilizar a sua argúcia e capacidade política junto do primeiro-ministro e vai ter-nos à perna para que defenda os mais necessitados de Portugal”.

José Maia notou ainda que esses aumentos, reduzidos face ao crescente trabalho, não vão permitir subir os salários de forma a equipará-los à função Pública, como as IPSS pretendiam. ”Este é um ano para passar”, referiu, insistindo que, para o ano, “o Ministério das Finanças tem que perceber que existe pobreza em Portugal e nós queremos é receitas para que as instituições possam servir melhor as famílias e comunidades”.

Contudo, o presidente da UIPSS mostrou-se satisfeito com o diálogo com o actual Governo, que contemplou na legislação a autonomia do sector.

Apoio a 600 mil

As IPSS desenvolvem actividades substituindo-se ao Estado, ao nível das valências dos jardins-de-infância, ATL, lares de crianças, de idosos e de apoio a doentes profundos, centros de dia e de convívio, e apoio domiciliário, entre outras. A sua acção chega diariamente a 600 mil portugueses.

O padre Francisco Crespo é o presidente da nova Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), que vai substituir a União das IPSS no papel de interlocutor do sector junto do Governo.

Tido como presidente ideal nesta altura de mudança, o padre Francisco Pereira Crespo tem atrás de si um lastro de obra feita.

Pároco na paróquia Serafina, em Lisboa, ficou conhecido pela criação de condições para idosos, trabalho com jovens, ATL e jardins-de-infância, fora o hospital de retaguarda, também erigido por ele.

resumo de:

 

Tânia Caldeira, nº 18, 12ºA

Instabilidade aumenta na América Latina

Fonte: Reuters; Expresso (25/01/2003)

      

A instabilidade está cada vez mais acentuada na América Latina. Com a Argentina levada ao tapete por uma grave crise económica e a Venezuela imobilizada por uma greve geral, o trio formado por Colômbia, Bolívia e Equador vivem, igualmente, tempos conturbados.

Para defender as instalações petrolíferas de Caño-Limon de ataques das Forças Armadas revolucionárias da Colômbia (FARC), na região de Arauca Forças Especiais Norte-Americanas chegaram, há uma semana, à Colômbia. Esta acção levada a cabo para assegurar o fornecimento continuo de petróleo aos Estados Unidos - comprova, para a oposição, a “limitada soberania do pais face a Washington”. Esta acção surge pouco tempo depois do Presidente Colombiano, Álvaro Uribe, ter solicitado ao EUA um bloqueio naval e aéreo ao seu próprio país.

Na Bolívia, confrontos entre camponeses, que bloquearam a principal auto-estrada do pais já provocaram oito mortos, com o líder da oposição, Evo Morales, a pedir a demissão do Presidente Gonzalo Sanchez Losada. Os patrões apelam a Losada para que decrete o estado de emergência e coloque as forças armadas na rua. Mas o Presidente recusou fazê-lo, até agora.

No Equador, outro país “combustão” o recém-eleito Presidente, Lúcio Gutierrez, depois de ter aumentado o preços dos combustíveis em 30% já ouve as primeiras críticas, mesmo daqueles que o apoiaram como é o caso de Ricardo Ulcuango, braço político da confederação das Nacionalidades Indígenas. Gutierrez justifica as medidas de austeridade com a necessidade urgente de combater o défice público.

resumo de:

André Gonçalves, nº17, 12ºF

 

(em construção)

 

 

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ã J.P. Guardado (prof. da ES Dr. Bernardino Machado - Fig. da Foz), actualizado em: 02-02-2003