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1.1. - Os processos de mudança e os obstáculos à mudança

 

SUMÁRIOS

OBJECTIVOS

Apontamentos

Os processos de mudança.

O que é a mudança (social)?

 

Reconhecer a mudança como um processo que acompanhou a evolução das sociedades.

Detectar (e justificar perante a análise de uma situação concreta) a existência de uma mudança social.

A história da evolução humana é uma história de mudança cujos processos e ritmos vão variando. Actualmente e devido aos fenómenos da mundialização e globalização, a mudança ocorre a um ritmo vertiginoso afectando tudo e todos.

Por mudança social podemos entender uma situação em que se verificam alterações significativas da estrutura social, quando comparada a uma outra situação que a antecede.

Assim, a mudança social implica: 

- alteração na estrutura social;

- alteração nas instituições sociais (por ex.: família, casamento, escola, igreja, etc.);

- alteração da mentalidade dos indivíduos;

- alteração das atitudes, valores e comportamentos; 

-> para além destes aspectos deve ainda: ser identificável no tempo, apresentar um carácter colectivo e apresentar uma certa permanência.

Processos, tipos e níveis de mudança.

Dar exemplos de processos de mudança.

Distinguir vários tipos e níveis de mudança.

Podem-se identificar três processos de mudança:

- por planificação -> as fases, as alterações e os objectivos a atingir são previamente determinados (ex: a UEM - euro);

- por justaposição -> existe um ajustamento sucessivo às alterações que vão ocorrendo na sociedade (ex: os ajustamentos das empresas nacionais após a adesão à CEE);

- por aculturação -> quando uma sociedade é influenciada por outra, passando-se a adoptar, progressivamente, novos comportamentos e novos valores (ex: a aculturação por parte dos emigrantes).

   O modo pacífico revela-se quando a mudança é adoptada voluntariamente e com naturalidade, por outro lado, o modo coercivo é quando a mudança é imposta ou forçada.

   O tipo de mudança varia consoante o enquadramento do processo, mais de âmbito político, económico, demográfico, cultural, entre outros possíveis.

Diferentes ritmos e intensidade da mudança.

Explicar a variação dos ritmos e intensidades dos fenómenos de mudança (no tempo e no espaço).

   Os ritmos a que evolui a mudança variam de acordo com o grau de aceitação ou de resistência da sociedade. Regra geral, quando a mudança é lenta, gradual e/ou "planeada", a resistência social é menor e a sua aceitação é, portanto, mais fácil. As mudanças rápidas e "exteriores" geram mais resistência social.

   Normalmente, verifica-se um desfasamento entre os domínios cultural e tecnológico que a mudança envolve. A mudança tecnológica é mais rápida que a mudança cultural: mudar atitudes e valores é muito mais difícil e lento.

   A mudança de hábitos e valores exige um tempo próprio para cada elemento do todo social que será tanto mais longo, quanto mais enraizados aqueles estiverem (as instituições sociais como a Igreja e a família são as que mais resistência oferecem à mudança, uma vez que assentam em tradições).

   O tempo necessário à mudança depende, entre outros factores, do grau de instrução, do estatuto social, da idade e da personalidade própria de cada indivíduo.

Desequilíbrios/reequilíbrios implicados na mudança.

Obstáculos à mudança.  

Relacionar os custos/benefícios com os desequilíbrios/reequilíbrios desencadeados pela mudança.

Mencionar os principais obstáculos à mudança.

Justificar a resistência/inadaptação como obstáculos à mudança.

   Nem todas as mudanças são positivas e consideradas socialmente satisfatórias na sua globalidade. As consequências da mudança social podem ser progressivas /evolutivas ou regressivas /involutivas ( direccionalidade da mudança).

A mudança não traz só benefícios para a sociedade. Em quase todos os processos de mudança uma fase inicial, de desorganização e desequilíbrios, acarreta um número mais ou menos significativo de custos, mas tenderá, na maioria das situações, ao reequilíbrio a uma «nova» organização, em que os benefícios superarão novamente os custos. Do alongamento deste processo de desorganização até ao reequilíbrio depende o ritmo e a intensidade da mudança e será importante a intervenção ou ocorrência de obstáculos à mudança. Destes obstáculos destacam-se: a resistência, a inadaptação e até a selectividade.

Factores e condições de mudança.

Identificar factores de mudança.

   A mudança, enquanto fenómeno social e humano, resulta de uma multiplicidade de causas e de factores que actuam simultaneamente e interagem reciprocamente. Contudo, apesar de a mudança resultar de um conjunto de vários factores é, todavia, possível isolar alguns deles que, teoricamente, a possam condicionar mais directamente.

   São vários os factores geradores de mudança: factores geográficos, demográficos, sociais, culturais, tecnológicos, políticos e económicos. Tende-se a separar também os factores endógenos dos factores exógenos. Na actualidade, podemos encontrar factores que são, mais ou menos, comuns a todos os processos de mudança - p. ex: a mundialização e a globalização; a interdependência económica; a internacionalização dos conflitos nacionais; a consciencialização global dos problemas ambientais; etc...

Os agentes de mudança: o papel das elites, dos movimentos sociais e dos grupos de pressão.

Mencionar os agentes de mudança.

Explicar o papel dos agentes no processo de mudança.

Destacam-se, como agentes de mudança, as elites e os movimentos sociais.

As elites são grupos ou pessoas que têm a capacidade de influenciar a vida social. Consoante a área social em que se movam, temos elites políticas, económicas, culturais, intelectuais, etc.

O papel principal das elites é o de criar estados de consciência favoráveis ou desfavoráveis à mudança.

As elites sociais são principalmente agentes facilitadores da adesão à mudança, assumindo um papel dinâmico nas alterações sociais.

Um movimento social pode entender-se como uma organização estruturada, que age com uma certa continuidade, com o objectivo de promover ou de resistir à mudança.

Inicialmente, os movimentos sociais estavam associados ao esforço para promover a mudança, tendo como princípio orientador a identidade com a mudança. Contudo, actualmente, os sociólogos aceitam a ideia de que os movimentos sociais podem surgir no sentido de resistir à mudança, constituindo-se como grupos de pressão que se opõem às alterações estabelecidas ou a estabelecer (por ex.: o movimento que surgiu contra o aumento do preço da portagem na ponte 25 de Abril).

 

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ã J.P. Guardado (prof. da ES Dr. Bernardino Machado - Fig. da Foz), actualizado em: 12-10-2002