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2.3. - A questão do Terceiro Mundo

 

SUMÁRIOS

OBJECTIVOS

Apontamentos

 ( resumos )

Os reflexos da (des)colonização: países colonizadores e áreas colonizadas.

Relacionar a colonização/ /descolonização com os actuais problemas do mundo menos desenvolvido.

Enunciar as principais características do sistema colonial.

Mencionar as principais potências coloniais e as áreas colonizadas.

Durante o sistema colonial, as desigualdades entre as potências europeias e as suas colónias vão-se acentuando, sempre em desfavor das áreas ocupadas. Para além da dependência política, ia-se agravando o domínio cultural e a pressão socializadora das potências coloniais sobre as áreas colonizadas, tal como se acentuava a exploração económica em todas as suas vertentes. Os países europeus (Portugal, Espanha, Bélgica Holanda e cada vez mais a França, Reino Unido e a própria Itália e Alemanha) beneficiavam dos produtos extraídos e da mão-de-obra barata das suas colónias, sobretudo na Ásia e África.

Consequências dos processos de colonização / descolonização.

Descrever, sucintamente, as consequências da actuação das colónias sobre o futuro das áreas descolonizadas.

Apontar outras consequências (de carácter interno) que marcariam o futuro dos novos países independentes.

O processo de descolonização iniciado no continente americano vai adquirir um novo impulso após a IIª Guerra Mundial. Com as potências europeias enfraquecidas e face ao princípio de autodeterminação defendido na Carta das Nações Unidas, ao longo dos anos 50 a 70, os impérios coloniais vão-se desmoronando. Mas a descolonização não foi a solução para o «Sul»: novos dilemas se vieram juntar aos velhos problemas - dificuldades políticas internas, problemas de gestão política e administrativa e, sobretudo, o agravamento das dificuldades económicas e estruturais.

O comércio internacional e as relações Norte-Sul. Os défices comerciais e o endividamento do Sul.

Reconhecer a importância do comércio internacional no delinear das relações Norte / Sul.

Descrever o tipo de relações comerciais preponderantes entre os países desenvolvidos e os PMD.

Explicar o défice comercial e o endividamento dos PMD.

Justificar a importância da «degradação dos termos de troca» sobre o crescente endividamento do «Sul».

A partir do século XIX, com a evolução crescente da industrialização dos EUA e da Europa, as trocas mundiais ganham um novo dinamismo: as potências produzem e exportam os produtos acabados, servindo-se das colónias para obterem os produtos de base e colocarem as suas exportações. Depois da descolonização o processo não se alterou substancialmente, agravando-se porém as diferenças, com a deterioração dos termos de troca, aumento da dívida dos PMD e com o «agigantamento» das empresas multinacionais e respectivo repatriamento dos seus lucros para o «Norte».

O papel das multinacionais no contexto do comércio internacional. As consequências da intervenção das multinacionais nos países menos desenvolvidos.

Avaliar o papel das empresas «multinacionais» no contexto do comércio internacional, designadamente, as consequências da sua actuação para os PMD.

A incapacidade tecnológica aliada à extrema necessidade de equilibrar a sua balança de pagamentos, obriga os PMD a abrir as portas ao Investimento Directo Internacional (IDI). Com este «convite» à exploração dos seus recursos e da sua mão-de-obra às Empresas Transnacionais (ETN) os PMD recolhem algumas vantagens imediatas (criação de empregos, recolha de divisas, novas produções e nova tecnologia,...) mas, a médio-prazo, começam a estar dependentes das ETN e a verem-se-lhe escapar os lucros obtidos no seu território para os países de origem destas grandes empresas mundiais.

Do Movimento dos Países Não-Alinhados ao projecto da Nova Ordem Económica Internacional. Enquadrar o aparecimento do MNA, apontando os seus prrincipais objectivos.

Criticar a importância actual do MNA.

Determinados acontecimentos mundiais do «pós-Guerra» inspiram à criação de um movimento dos países do «Terceiro Mundo» - O MNA (Movimento dos Países Não-Alinhados), com os seguintes objectivos (segundo a Conferência de Bandung, em 1955), abreviando: - Respeito pelos direitos fundamentais preconizados pela ONU; Respeito pela soberania de todos os Estados e Nações; Recusa na participação dos preparativos da defesa colectiva destinada a servir os interesses particulares das grandes potências (não-alinhamento); Solução de todos os conflitos internacionais por meios pacíficos (nomeadamente, a aceleração do processo de descolonização); Estímulo dos interesses mútuos e da cooperação (Sul-Sul).

Entre os anos 50 e a actualidade o MNA realizou 4 conferências, vendo crescer o número de países aderentes, no entanto, actualmente face à nova conjuntura internacional e pela existência do G77, o MNA perdeu grande parte da importância que deteve durante o período da «Guerra Fria».

 

Justificar a necessidade do projecto de uma Nova Ordem Económica Internacional.

Explicar a actualidade de um novo projecto NOEI.

Os problemas do «Terceiro Mundo» vêm-se mantendo:

- Os problemas económicos e sociais;

- A ruptura do equilíbrio entre população e recursos;

- A questão da independência cultural (e mesmo alguma autonomia política);

- A organização dos territórios, com dificuldades nos transportes e acessibilidades e grande concentração nos meios urbanos e nos litorais; entre outros.

Por tudo isto e desde a década de 70, o «Terceiro Mundo» vem apelando aos grandes organismos multinacionais (ONU, Banco Mundial) e às principais potências económicas mundiais para que se verifiquem profundas transformações nas relações económicas, políticas e sociais entre os países desenvolvidos e os PMD - uma Nova Ordem Económica Internacional.

A ajuda internacional: formas e objectivos.

As organizações intervenientes no processo de ajuda internacional – alguns exemplos de actuação.

Apontar diferentes tipos de ajuda e cooperação internacional.

Reflectir sobre as formas de ajuda internacional.

A ajuda internacional ao desenvolvimento tem assumido as seguintes formas:

- ajuda pública - compreende as doações e os empréstimos com condições mais favoráveis que as do mercado financeiro internacional: pode ser bilateral, quando tem por base um acordo entre dois Estados e é concedida pelos PD's; ou multilateral quando as ajudas partem dos organismos internacionais (p. ex: Banco Mundial ou FMI);

- ajuda privada - constituída essencialmente pelos investi-

mentos privados de empresas, bancos multinacionais e, sobre-

tudo, pelas doações das Organizações Não-Governamentais.

A ajuda pode apresentar um carácter de emergência ou ser uma ajuda técnica ao desenvolvimento, geralmente, com objectivos mais abrangentes, por um período mais largo de tempo.

Problemas e obstáculos à ajuda internacional. Reflexão sobre novas formas de ajuda – Debate.

Avaliar o papel desempenhado pelas organizações de ajuda internacional e as consequências da sua actuação.

Apesar das soluções encontradas a situação dos PMD não se veio a alterar profundamente. Continuam a existir entraves à própria ajuda, a delapidação pelos governos dos PMD's da maioria dos montantes da ajuda internacional, com gastos em despesas improdutivas ou proveito próprio  - só as populações continuam sem ter acesso aos benefícios desta ajuda. 

Qual a relevância da questão do Terceiro Mundo na sociedade actual ? - Continuação do debate e registo de conclusões.

Discutir a relevância da questão do Terceiro Mundo na sociedade actual.

Tomar consciência da actualidade desta temática, procurando passar a intervir de uma forma activa para a resolução destes problemas.

Por outro lado, a ajuda continua a ser insuficiente comparativamente ao volume de problemas apresentados pelos PMD e os países doadores procuram, antes de mais, defender os seus interesses canalizando as ajudas para onde obtém maiores contrapartidas.

A emergência das semi-periferias – os Novos Países Industrializados (NPI).

 

Explicar o processo de emergência das semiperiferias.

O actual sistema-mundo centra-se nos países desenvolvidos, diversificando-se por três dos grandes pólos de desenvolvimento do Hemisfério Norte - os EUA, o Japão e a Europa Ocidental; a periferia associa-se aos PMD, dominados a nível económico, financeiro e tecnológico. No entanto, na hierarquização das periferias encontramos situações de desenvolvimento intermédio, com países a apresentarem-se cada vez mais próximos dos PD nos indicadores económicos, mas ainda demonstrando realidades político-sociais bem evidentes do seu reduzido grau de desenvolvimento. Tratam-se também de economias intermediárias, porque no contexto do comércio internacional mantém uma posição de ligação nas trocas comerciais realizadas entre o centro e a periferia - são as semiperiferias ou Novos Países Industrializados (NPI's).

Sucessos e limitações do desenvolvimento dos NPI asiáticos.

O exemplo da Coreia do Sul – observação de um documentário em vídeo.

Reflectir sobre o modelo de desenvolvimento dos Novos Países Industrializados (NPI), nomeadamente sobre a situação dos países asiáticos.

A proximidade geográfica da Japão e o próprios «modelo japonês» foram condições decisivas para o rápido desenvolvimento económico e industrial que alguns países do sudeste asiático viriam a apresentar. As características da sua mão-de-obra e o intervencionismo estatal foram , tal como no Japão, factores fundamentais para essa descolagem económico relativamente ao resto do «Terceiro Mundo».

Apesar de tudo, as limitações são por mais evidentes: para além dos aspectos já anteriormente observados - carência de poderes democráticos, agravamento da questão ambiental e do mau ordenamento urbano, desrespeito pelos direitos dos trabalhadores e pela pessoa humana, em geral, entre outros -, a «crise asiática» veio demonstrar como alguns destes «tigres asiáticos» tinham pés de barro.

Outros exemplos de Novos Países Industrializados. Identificar outros países (e outras estratégias) também classificados como Novos Países Industrializados.

(ver tabela de síntese construída nas aulas)

 Síntese comparativa dos diferentes modelos e estratégias de desenvolvimento dos NPI. 

A geoeconomia dos NPI

Descrever algumas soluções e estratégias que conduziram estes países à posição semiperiférica que ocupam no contexto do desenvolvimento e da economia internacional.

Justificar a importância geoeconómica dos NPI no comércio internacional.

(ver tabela de síntese construída nas aulas)

 

 

 

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ã J.P. Guardado (prof. da ES Dr. Bernardino Machado - Fig. da Foz), actualizado em: 11-10-2004